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14-08-2019

Diminuir a ansiedade regulando a sua flora intestinal – 21 estudos que o confirmam

flora intestinal

Atuar nas bactérias intestinais permite melhorar o estado de stress do indivíduo: é o que acabam de concluir investigadores da universidade de Xangai (1), ao analisar 21 estudos científicos.

O que é que liga o microbiota intestinal e a ansiedade?

A ansiedade é um dos sintomas mais frequentes nas patologias mentais. Vários estudos apontam atualmente para uma ligação importante entre o microbiota intestinal e a ansiedade. O microbiota intestinal, késako? Também designado flora intestinal; trata-se de um conjunto de microrganismos que encontramos num determinado instante "t" nos intestinos, a saber, no intestino delgado (ou “intestino fino”) e no cólon (ou “intestino grosso”). O microbiota está em constante movimento, graças ao ciclo de vida dos microrganismos mas também graças à alimentação, que fornece regularmente novos elementos para este equilíbrio já instável.

Sabe-se que quando a flora intestinal é perturbada isso pode ter consequências nocivas no estado mental através do eixo intestino-cérebro”. Na verdade, os intestinos – graças aos milhões de neurónios que os compõem – transmitem informações diretamente ao cérebro por meio da produção de neurotransmissores. Os investigadores procuraram, por isso, saber mais sobre a eficácia de uma ação no microbiota, passando em revista 21 estudos. Estes estudos aprofundam as consequências da ingestão de probióticos (como o psicobiótico Lactoxira), em complementos alimentares ou por meio de uma alimentação adaptada rica em probióticos naturalmente presentes, na ansiedade.

Ora, a resposta é clara; a regulação da flora intestinal através de uma alimentação adaptada, complementada por um suplemento de probióticos, apresenta efeitos positivos na diminuição da ansiedade.

Qual é o papel dos probióticos no organismo?

Os probióticos são microrganismos que encontramos no estado nativo no corpo de cada indivíduo desde o seu nascimento; nos intestinos, na pele, na zona genital, na boca… É frequente chamar-lhes “bactérias boas”, pois permitem lutar contra as bactérias “más” e fazem prevenção para impedir que estas últimas se fixem no organismo, nomeadamente nos intestinos.

A sua eficácia na regulação do stress e dos problemas de humor, em geral. Se têm um papel evidente para uma digestão pacífica agindo nos inchaços, na obstipação ou na diarreia, são igualmente eficazes em outras patologias tais como a síndrome do intestino irritável, as infeções por helicobacter pylori (responsável por certas úlceras gastro-duodenais e outros cancros gástricos), as recaídas de colite ulcerosa ou de pouchitis ou ainda as infeções vaginais.

Quais são os modos de ação dos probióticos?

Os probióticos atuam de acordo com três esquemas principais:

  1. A ação no sistema imunitário dos intestinos; os probióticos permitem “tornar mais musculada” uma imunidade fraca, o que constatamos nomeadamente nas crianças pequenas ou nos idosos. Regulam também uma atividade imunitária por vezes demasiado acentuada, como no caso de uma reação alérgica, por exemplo, ou de uma inflamação do intestino que se verifica em algumas patologias inflamatórias tais como a doença de Crohn ou a rectocolite hemorrágica;
  2. A ação na mucosa intestinal; a parede dos intestinos está coberta por uma mucosa, que produz anticorpos ou muco protetor. Os probióticos propiciam estes efeitos benéficos e têm um papel crucial no equilíbrio das trocas entre os intestinos e o resto do organismo;
  3. A ação anti-microbiana; os probióticos substituem os microrganismos patogénicos por um fenómeno de competição. Ou seja, ao fornecer bactérias “boas” à flora intestinal dominante, não patogénica, impedimos ainda mais que as bactérias “más” proliferem.

Os probióticos na alimentação

Uma alimentação equilibrada, nomeadamente rica em fibras, permite regular a flora intestinal de forma natural. Uma alimentação rica em probióticos naturais aumenta este efeito de regulação.


Encontramos os probióticos em particular nos alimentos fermentados:

  • nos iogurtes, naturalmente ricos em fermentos lácteos. São ainda mais recomendados quando a embalagem indica que contêm nomeadamente os fermentos seguintes: Lactobacillus bulgaricus, Streptococcus thermophilus, Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus casei…;
  • os outros produtos lácteos fermentados, como o queijo em menor medida. São ricos em bactérias lácticas, os lactobacilos, as bifidobactérias e certos estreptococos;
  • o miso, o tempeh ou a chucrute, bem como todos os alimentos lacto-fermentados em geral.

Os probióticos como complemento alimentar

Encontramos também probióticos na forma de pó ou cápsula, que permitem reforçar a ação de uma alimentação equilibrada fornecendo uma grande quantidade de microrganismos diretamente utilizáveis pelo organismo. Regra geral, agrupam os probióticos mais eficazes e adaptados. As citadas e utilizadas mais frequentemente são as bactérias lácticas e a levedura de cerveja (saccharomyces cerevisiae).

A vantagem dos complementos alimentares reside também no respetivo acondicionamento; é importante escolher cápsulas gastrorresistentes. Na verdade, alguns probióticos são aniquilados pela acidez do estômago e uma forma galénica adaptada permite garantir que fazem o seu caminho até aos intestinos. Por outro lado, alguns complementos alimentares são enriquecidos com certos compostos (farelo de arroz, fibras de acácia) que permitem uma melhor absorção e uma melhor digestibilidade.

De notar: os probióticos estão apenas de passagem nos intestinos; por isso é crucial tomá-los regularmente para manter os efeitos que proporcionam. Os probióticos fazem prova dos seus efeitos; são elementos indispensáveis ao organismo. Além disso têm a vantagem de ser seguros, apesar de ser recomendado aconselhamento médico antes de tomar um complemento alimentar com intuito terapêutico. São mais eficazes associados a uma alimentação equilibrada; a combinação ideal para uma flora intestinal harmoniosa e uma saúde mental preservada.


Referência científica

(1) Yang B, Wei J, Ju P, et al. Effects of regulating intestinal microbiota on anxiety symptoms: A systematic review. General Psychiatry. Vol. 32, 2019.

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