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03-11-2016

Active os seus genes anti cancro

Experiências realizadas com ratinhos mostraram que o seu tempo de vida poderia ser prolongado em 45% activando determinados genes.

Ora, os genes considerados responsáveis por este prolongamento do tempo de vida também existem no ser humano, no qual desempenham papéis idênticos.

Isto significa que um ser humano poderia viver, em determinadas condições, até uma idade próxima dos 125 anos.

Bloquear o aparecimento de cancros

Esta estratégia repousa em duas acções:
    1) bloquear o aparecimento de tumores oncológicos
    2) atrasar o envelhecimento
Para impedir o aparecimento de cancros, cujo risco aumenta com o avançar da idade, é necessário activar o gene P53, dito "Tumor Suppressor Gene" (em português gene supressor tumoral) e o gene P16 que controla, também ele, as mitoses (divisões) celulares anárquicas.

Numa conferência, Manuel Serrano, um investigador do Centro Nacional de Investigaciones Oncológicas (CNIO), declarou: "Quando activamos o gene P53 e o gene P16 em ratinhos, a incidência de cancro é reduzida praticamente a zero".

De seguida vou indicar-vos como activar estes genes.

Mas, para gozar de uma vida longa, evitar o cancro não é suficiente. É necessário atrasar o processo de envelhecimento.

Prolongar o tempo de vida

Inúmeros estudos haviam já mostrado a possibilidade a prolongar o tempo de vida de diferentes espécies, inclusive mamíferos, agindo em genes específicos. Contudo, até à data, estas técnicas consistiam em intervir no embrião, para modificar definitivamente o seu património genético – uma abordagem evidentemente impraticável no ser humano.

Mas uma outra equipa do Centro Nacional de Investigaciones Oncológicas (CNIO), dirigida por María Blasco1, demonstrou que era possível prolongar o tempo de vida de ratinhos na idade adulta através de um tratamento único, que intervém directamente nos genes do animal adulto. Esta terapia revelou ser eficaz e inócua nos ratinhos.

Os resultados do estudo foram publicados na revista médica EMBO Molecular Medicine. A equipa do CNIO, em colaboração com Eduard Ayuso e Fátima Bosch do Centro de biotecnologia animal e de terapia genética da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB), trataram ratinhos com um e dois anos de idade, obtendo um efeito "rejuvenescedor" em ambos os casos, segundo os autores2.

Os ratinhos tratados quando tinham um ano de idade viveram, em média, 24% mais tempo e os tratados quando tinham 2 anos viveram 13% mais tempo. Além disso, esta terapia permitiu uma melhoria clara da saúde dos animais, atrasando o aparecimento das doenças associadas à idade como a osteoporose e a resistência à insulina, bem como os problemas de coordenação neuromusculares.

Esta terapia genética consistia em introduzir novos genes de enzimas da telomerase. A telomerase repara as extremidades dos cromossomas, chamadas telómeros, que se gastam a cada divisão celular. Ao fazê-lo, a telomerase faz o relógio biológico "voltar atrás no tempo", atrasando o envelhecimento celular e a apoptose (morte celular).

"Este estudo mostra que é possível desenvolver uma terapia genética anti-envelhecimento actuando na telomerase, sem aumentar a incidência de cancro", afirmam os autores.

Propiciar naturalmente a sua telomerase e os seus genes supressores tumorais

Actualmente é possível activar os genes supressores tumorais e a telomerase em ratinhos através de terapias genéticas.

Talvez em breve seja possível fazê-lo também no ser humano, mas não sabemos.

No entanto, existem produtos naturais que poderiam contribuir para obter os mesmos efeitos, nomeadamente:
    - o Bupleurum falcatum, uma planta da família das Apiaceae, que tem a propriedade de activar o gene supressor tumoral P16 ;
    - o resveratrol, um composto protector produzido pela uva preta (e por algumas outras plantas) para se defender contra os parasitas, activa o gene P53.
    - o astragalósido IV, um composto presente em quantidade infinitesimal na raiz do Astragalus membranaceus, utilizado na medicina tradicional chinesa, tem a capacidade muito particular de activar a telomerase e, por conseguinte, de atrasar o encurtamento dos telómeros, prolongando por esta via o tempo de vida celular.

O Bupleurum falcatum activador do gene P16

O Bupleurum falcatum é vulgarmente considerado um desintoxicante celular que ajuda a combater as infecções crónicas e os estados inflamatórios (em particular as hepatites).

Mais recentemente, o Bupleurum viu a sua popularidade aumentar com base nos resultados obtidos no tratamento do cancro. Os seus princípios activos são as saicosaponinas A, B, C e D.

De entre elas, é a raríssima forma A que se revela particularmente interessante. Na realidade, este glicósido triterpenóide é uma forma muito rara e dispendiosa de obter dado que seria necessário consumir 50 g de Bupleurum para obter 4 mg de saicosaponina A. Foi portanto para activar o gene P16, o gene supressor tumoral, que se seleccionou e isolou esta nova substância de origem vegetal.

Vários estudos demonstraram o efeito imunossupressor da saicosaponina A3. Na verdade, ela inibe significativamente a proliferação e a activação das células T e induz a apoptose (morte celular) das células cancerosas, proporcionalmente à dose, por via mitocondrial4.

Os investigadores chineses observaram também que os ratinhos com diversos tipos de cancro (e em diversos estadios), cuja dieta era enriquecida com saicosaponina A, apresentavam uma maior longevidade que os ratinhos saudáveis!

Esta investigação entusiasmante realizada em animais permitiu já o desenvolvimento de tratamentos para o ser humano nos serviços de oncologia de vários hospitais chineses.

O resveratrol para activar o gene P53

O resveratrol e seus derivados activam o gene P535, 6. O resveratrol é um composto protector produzido pela uva preta (e por algumas outras plantas) para se defender contra os parasitas.

Investigadores da Harvard Medical School e os laboratórios de pesquisa Biomol demonstraram que o resveratrol activa na levedura um "gene de longevidade", aumentando o tempo de vida em 80%. Os seus efeitos imitam os da restrição calórica – a única forma comprovada para aumentar a duração de vida máxima; Tal como a restrição calórica, o resveratrol activa genes "sirtuinas" (SIR ou proteínas reguladoras de informação silenciosa)7. A levedura tratada com resveratrol vivia cerca de 38 gerações ao passo que a levedura não tratada viva apenas 19 gerações.

Um estudo austríaco mostrou que o resveratrol bloqueia o desenvolvimento de metástases ósseas em determinados tipos de cancros. Outros estudos mostraram que permite melhorar – em determinados casos – os resultados da quimioterapia. Contrariamente a muitos medicamentos, o resveratrol não destrói as células sãs – protege-as.

Contudo, atenção! Devido à utilização generalizada de pesticidas, o vinho tinto quase já não possui qualquer resveratrol ao passo que antigamente possuía uma concentração de 8 a 10 mg por litro. No entanto, pode adquirir resveratrol extraído directamente de uvas pretas de cultura biológica, que preservou o equilíbrio natural de todos os seus constituintes activos: polifenóis, flavonóides, antocianina e oligoproantocianinas (OPC).

O astragalósido IV para activar a telomerase

O astragalósido IV está presente em quantidade infinitesimal na raiz do Astragalus membranaceus, uma planta bem conhecida na medicina tradicional chinesa, receitada há centenas de anos como tónico para prevenir o enfraquecimento dos doentes e protegê-los contra as infecções.

Ora, investigações recentes mostraram que o astragalósido IV tem a capacidade muito particular de activar a telomerase e, por conseguinte, de abrandar o processo de encurtamento dos telómeros – prolongando assim o tempo de vida celular.

Um estudo piloto publicado recentemente examinou os efeitos de um extracto de Astragalus membranaceus, activador da telomerase, desenvolvido e patenteado pela Geron Corporation. Este estudo teve a duração de um ano. Os sujeitos tomaram um "pacote" de suplementos nutricionais para além do activador da telomerase.

A actividade da telomerase foi medida em culturas de células. Os resultados mostraram que o extracto patenteado activa moderadamente a telomerase nos queratinócitos, nos fibroblastos e nas células imunitárias, em cultura.

Num sub-grupo de sujeitos, a distribuição do comprimento dos telómeros nos leucócitos foi medida no início do estudo e após doze meses. Apesar de o comprimento médio dos telómeros não ter aumentado, observou-se uma redução significativa da percentagem de telómeros curtos.

Protocolo

Apesar de esta substância não ser ainda usada há tempo suficiente para poder estabelecer um protocolo de administração rigoroso, podemos basear-nos no seguinte:
    - uma toma diária de 40 mg de resveratrol
    - uma toma de saicosaponina A a 4 mg à noite e de astragalósido IV de manhã.
- Precauções de utilização: como a saicosaponina A é um vasodilatador, comparado à niacina, os indivíduos que usem vasodilatadores coronários, as mulheres grávidas e a amamentar deveriam abster-se de utilizar a saicosaponina A.

Jean-Marc Dupuis

Esta circular foi elaborada com base na adaptação de um artigo inicialmente publicado em santenatureinnovation.com, com o acordo destes.

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1-Maria A. Blasco, Bruno M., Bernardes de Jesus : CNIO scientists successfully test the first gene therapy against ageing‐associated decline. Fundación Centro Nacional de Investigaciones oncológicas Carlos III.
2-http://www.sciencedaily.com/releases/2012/05/120514204050.htm
3-Wu W. S., Hsu H. Y. : Involvement of p-15(INK4b) and p-16(INK4a) gene expression in saikosaponin A and TPA-induced growth inhibition of HepG2 cells. Biochemical and biophysical research communications. Biochem Biophys. Res. Commun. 2001 Jul.; 13;285(2):183-7.
Yano H., Mizoguchi A., Fukuda K., Haramaki M., Ogasawara S., Momosaki S., Kojiro M. The herbal medicine sho-saiko-to inhibits proliferation of cancer cell lines by inducing apoptosis and arrest at the G0/G1 phase. Cancer research. Cancer Res.1994 Jan. 15;54(2): 448-54.
4-Sun Y., Cai T. T., Zhou X. B., Xu Q. : Saikosaponin A inhibits the proliferation and activation of T cells through cell cycle arrest and induction of apoptosis. International immunopharmacology. Int. Immunopharmacol. 2009 Jul.; 9(7-8):978-83. doi: 10.1016/j.intimp.2009.04.006. Epub 2009 Apr 16.
5-Carcinogenesis (1999) 20 (2): 237-242. doi: 10.1093/carcin/20.2.237
6-Life Sciences, Volume 72, Issue 1, 22 November 2002, Pages 23–34
7-Howitz K.T. et al. Small molecule activators of sirtuins extend saccharomyces cerevisiae lifespan. Nature. 2003 Sep 11; 425(6954): 191-6.
8-Ulsperger E et al, resvératrol pretreatment desensitises AHTO-7 human osteoblasts to growth stimulation in response to carcinoma cell supermatants. Intl J Oncol, 1999;15:955-99
9-Harley Calvin B. et al., A natural product telomerase activator as part of a health maintenance program. Rejuvenation Research. Online ahead of print: September 7, 2010. Doi: 10.1089/rej.2010.1085.
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