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08-03-2016

As ecdisteronas, extraídas de Rhaponticum carthamoides – potentes anabolizantes naturais

height="200" width="300" align="right" alt="atleti" title="atleti" vspace="5" hspace="5" /> Investigações conduzidas na Rússia indicam que os extractos de Rhaponticum carthamoides podem aumentar de forma significativa a massa muscular diminuindo a massa gorda nos atletas que os utilizam durante o treino. Trabalhos realizados mostram igualmente que o extracto de Rhaponticum carthamoides pode ajudar a aumentar a capacidade de trabalho e a resistência ao mesmo tempo que reduz a fadiga física e mental. O extracto de Rhaponticum carthamoides e, sobretudo, os seus princípios activos – as ecdisteronas – parecem exercer efeitos anabolizantes semelhantes aos de determinados esteróides sem os efeitos secundários nefastos destes.

A Rhaponticum carthamoides, também conhecida pelo nome de leuzea ou de raiz de maral, é uma planta originária da região do lago Baïkal que se encontra em todo o leste da Sibéria. Os siberianos consomem-na tradicionalmente em forma de tisana misturada com Rhodiola rosea como estimulante e nos casos de fadiga ou de fraqueza geral após uma doença ou ainda como remédio fortificante no final do longo Inverno siberiano.

Entra na farmacopeia soviética

Após mais de 25 anos de investigações e de ensaios clínicos, Rhaponticum carthamoides foi acrescentada em 1961 à farmacopeia soviética que a recomendava para aumentar a eficácia do trabalho, os desempenhos atléticos e a recuperação após uma carga de trabalho muscular. A Rhaponticum carthamoides foi integrada nas bebidas russas mais populares como o baikal e o sayani. A elite dos atletas russos e búlgaros utilizou durante muito tempo os seus extractos para estimular o crescimento muscular.

As ecdisteronas ou ecdisonas

A Rhaponticum carthamoides contém um determinado número de flavonóides antioxidantes e de esteróis naturais. De entre eles, mais de 10 ecdisteronas incluindo a 20-beta-ecdisterona, a maquisterona e a cartamosterona, responsável pelos seus efeitos anabolizantes. As ecdisteronas são esteróis poliidroxilados que, nos insectos e nos crustáceos, controlam a proliferação e o crescimento celular e os ciclos de desenvolvimento. São também designadas por ecdisteróides ou ecdisonas. As suas propriedades são estudadas por dezenas de laboratórios de investigação em todo o mundo. Os ecdisteróides produzem um efeito anabolizante nos vertebrados, estimulando a biossíntese das proteínas no fígado, nos rins e nos músculos. Esta característica é amplamente utilizada no desporto profissional com o objectivo de obter melhores resultados.

Um potente anabolizante natural

Até 1970, as equipas desportivas soviéticas foram surpreendidas a utilizar vários anabolizantes. Em 1976, investigadores soviéticos descobriram duas substâncias com um longo historial de utilização tradicional. Uma delas era a Rhaponticum carthamoides cujos ingredientes activos eram denominados beta-ecdisterona. Segundo os investigadores russos, o extracto de Rhaponticum carthamoides estimula a síntese das proteínas musculares aumentando a actividade dos polirribossomas, os compartimentos celulares nos quais se desenrola esta síntese.
Os soviéticos fabricaram com sucesso uma versão sintética desta potente substância para os seus atletas. Pouco tempo depois, uma versão americana chamada Mesobolina circulou durante muito tempo na sombra. Estudos comparativos realizados com animais mostraram que o extracto de Rhaponticum carthamoides era na realidade superior às hormonas esteróides sintéticas para aumentar a resistência e o crescimento das células musculares1.
Uma análise das diferenças de acção entre os esteróides sintéticos e a beta-ecdisterona indica que esta última vai directamente ao núcleo da célula para pedir ao ADN que produza mais ARN. Depois, o ARN pede ao ribossoma que produza mais proteínas. Por outro lado, a beta-ecdisterona vai directamente ao ribossoma e aumenta aquilo a que chamamos a translação, o ritmo ao qual as novas proteínas são fabricadas2. Não aumenta a transcripção, a mensagem enviada do ADN, mas acelera a síntese directa das proteínas.
Ensaios de laboratório evidenciaram os efeitos anabolizantes do extracto de Rhaponticum incluindo a sua capacidade de aumentar o peso corporal melhorando a relação músculo/gordura, aumentando os níveis de hemoglobina e de eritrócitos, elevando o nível total de proteínas no sangue e reduzindo a acumulação de ácido úrico. O resultado claro demonstrado da acção deste nutriente é que o processo de construção dos músculos do organismo ultrapassa os da degradação, conduzindo a uma melhor forma, melhor resistência e melhores desempenhos.
Durante uma actividade física intensa, o extracto de Rhaponticum inibe os problemas do metabolismo energético, mantém níveis estáveis de glicogénio nos músculos esqueléticos, aumenta o aporte sanguíneo aos músculos e ao cérebro e encurta o período de recuperação após uma carga de trabalho muscular prolongada.
A actividade física intensa dos atletas de alto nível tem como consequência um aumento da coagulação sanguínea que leva a dores musculares frequentemente com feridas. Realizou-se um estudo comparativo que utilizou um extracto de mistura de Rhaponticum, de Eleutherococcus e de vitaminas. 20 dias de tratamento produziram uma redução dos factores de coagulação induzidos pelo treino intensivo dos atletas. O tratamento com esta combinação de adaptogénicos provocou uma diminuição nítida do potencial de coagulação dos atletas, acompanhada de um aumento da sua capacidade de trabalho e de recuperação após um treino intensivo3.

Sem os efeitos secundários dos esteróides anabolizantes

Numa experiência envolvendo 112 atletas, 89% dos que tomaram o extracto de Rhaponticum evidenciaram uma fadiga que passava mais rapidamente, menos apatia após um trabalho físico e uma melhoria dos desempenhos em desportos como o atletismo, a natação, a patinagem de velocidade ou o esqui alpino, comparativamente aos atletas que tomaram o placebo. A toma de Rhaponticum acelerou a adaptação a condições climáticas e sociais para 69% de entre eles, aumentou o apetite de 86% e aumentou a adaptação a cargas de trabalho físico de forma significativa em 78% de entre eles. Depois os efeitos do extracto de Rhaponticum foram comparados aos de diferentes esteróides anabolizantes conhecidos. Os efeitos do extracto de Rhaponticum eram comparáveis aos dos compostos esteróides mas sem afectar de forma negativa os córtex das supra-renais. Não tinha igualmente a acção androgénica dos esteróides anabolizantes, nem os efeitos secundários que os acompanham4.
Além disso, as ecdisteronas do extracto de Rhaponticum reforçam o funcionamento do fígado e dos rins, um efeito totalmente oposto ao dos esteróides sintéticos, que podem originar lesões nestes órgãos.
Estudos realizados em sete clínicas de Moscovo, Kiev e Leninegrado revelam que o extracto de Rhaponticum melhora de forma significativa o estado físico e mental dos pacientes. Aumenta a sua capacidade de trabalho e o seu peso corporal em períodos de desnutrição causada pelos problemas da síntese proteica. As suas propriedades anabólicas provocam uma normalização do peso corporal sem influência nefasta nas funções do córtex das supra-renais nem das glândulas endócrinas5.

Melhora a imunidade humoral

Foi estudado o efeito da administração durante 20 dias de um extracto de Rhaponticum carthamoides na imunidade humoral de corredores de provas de velocidade e de fundo de distâncias de 5000 e 10 000 metros6. Uma actividade física cíclica intensiva induz uma diminuição significativa dos IgG e IgA séricos dos atletas bem como dos constituintes do complemento C3 aos 10º e 20º dias. A toma do suplemento contribuiu para restabelecer os níveis baixos de IgG e IgA, bem como dos constituintes do complemento C3. Simultaneamente, a capacidade de trabalho dos atletas aumentou 10 a 15%.

Aumenta os desempenhos e a resistência

Uma outra equipa de investigadores demonstrou que um extracto de Rhaponticum carthamoides associado a L-carnitina e a acetil-L-carnitina utilizados durante 10 dias aumentava a velocidade máxima e a resistência ao passo que a L-carnitina isolada não o conseguia fazer7.
O extracto de Rhaponticum carthamoides aumenta consideravelmente a capacidade de trabalho dos músculos esqueléticos fatigados e aumenta o respectivo conteúdo em glicogénio, ATP e fosfato de creatina8. As fórmulas desportivas mais populares incluem tradicionalmente extractos de leuzea e de Rhodiola rosea9. Existem vários preparados à base de extracto desta planta registados e protegidos por uma dúzia de patentes, que são muito populares entre os atletas profissionais, inclusive os campeões do mundo ou campeões olímpicos, ou entre os russos comuns. Um preparado à base de Rhaponticum carthamoides e de Rhodiola rosea é amplamente utilizado não só por atletas profissionais, como na vida diária de pessoas saudáveis como tónico para aumentar a sua capacidade de trabalho físico e intelectual. Pode ser utilizado com êxito contra a fadiga e para melhorar os processos de aprendizagem e de memorização sem efeitos nefastos para o organismo.

Actividades anti fadiga

Os efeitos na fadiga física e mental foram demonstrados em vários estudos realizados com animais e no ser humano.
Segundo o Dr. V.S. Novokov, um cientista russo, uma das primeiras manifestações do stress mental é uma incapacidade de dormir bem. Durante viagens marítimas de longa duração, os cientistas observaram perturbações do sono que se manifestavam por confusão no momento de dormir, bem como por uma respiração pouco profunda durante o sono, com despertares frequentes e sonhos, em operadores cujo trabalho exigia a gestão de equipamentos informáticos sofisticados. Tais perturbações do sono resultavam em dificuldades em executar eficazmente o seu trabalho. Os cientistas eliminaram as perturbações do sono dos marinheiros utilizando um extracto de Rhaponticum carthamoides10.
Foi realizado um outro estudo envolvendo os membros da tripulação de um navio quebra gelo durante uma longa viagem no Árctico. Após quatro meses a navegar, os marinheiros foram divididos em dois grupos e submetidos a testes médicos. O primeiro grupo de 22 marinheiros começou a tomar um extracto de Rhaponticum (2 ml duas vezes por dia durante três semanas) e o segundo grupo, constituído por 25 marinheiros, tomou a mesma quantidade de chá com 5 gotas de álcool. Os primeiros sinais de um efeito benéfico do extracto de Rhaponticum surgiram 8 a 10 dias depois do início da toma: a saúde dos marinheiros melhorou, o seu sono normalizou-se, começaram a ter mais apetite, o seu humor melhorou e, sobretudo, a sua produtividade aumentou. No final do estudo, o estado geral físico e mental dos marinheiros deste grupo tinha melhorado. Simultaneamente, o marinheiros do grupo de controlo viram a sua fadiga aumentar e os seus desempenhos e produtividade diminuírem11.

Um adaptogénico

O extracto de Rhaponticum carthamoides tem efeitos adaptogénicos acentuados. Aumenta a capacidade dinâmica de trabalho, melhora a resposta ao stress e a adaptação física e mental aos desafios e aumenta a capacidade física e intelectual de trabalho em condições stressantes. Quando damos extracto de Rhaponticum a animais sujeitos de forma experimental a situações extremas de stress (uma grande variedade de stresses físicos, químicos ou biológicos) utilizados para avaliar as plantas adaptogénicas, a sua resistência à influência nefasta de diferentes elementos químicos stressantes é aumentada. O extracto normaliza a saúde das supra-renais (o peso) e de outras glândulas endócrinas durante e após um período prolongado de stress. A sua administração melhorou a adaptação à temperatura fria de homens que trabalhavam num clima nórdico12.

Uma acção na saúde mental

As ecdisteronas modulam o receptor GABA (ácido gama-amino-butírico) induzindo assim uma inibição GABAérgica nos neurónios corticais, o que resulta num muito nítido efeito estabilizador do humor e antiepiléptico 13. Na prática clínica, o extracto de Rhaponticum exerce um efeito benéfico em pacientes com neurose ou perturbações psiquiátricas com uma astenia, uma síndrome asteno-depressiva ou asteno-hipocondríaca.
Os efeitos de um extracto de Rhaponticum foram avaliados em processos de aprendizagem e de memorização em ratos. Os animais tomaram por via oral 0,25 a 0,5 g/kg de peso corporal com uma sessão de treino. A toma do suplemento melhorou nitidamente as suas capacidades de aprendizagem e de memorização14.

Estimula a sexualidade e o desenvolvimento dos órgãos sexuais

Cientistas russos realizaram um estudo que os levou a constatar que – além de reforçar a resistência e a forma física no seu todo – o Rhaponticum estimula a função sexual. Os cientistas observaram o comportamento sexual de animais de laboratório aos quais deram um extracto de Rhaponticum durante dez dias. Constataram que a função sexual de todos os animais machos era estimulada pelo extracto. Os cientistas descobriram também que o extracto de Rhaponticum propicia o ganho de peso e o desenvolvimento dos órgãos sexuais (os testículos) dos animais, particularmente nos mais fracos15. Observaram-se resultados semelhantes quando o extracto foi dado a homens com disfunção sexual. A administração de ecdisteronas a homens diagnosticados com um problema de fertilidade (perturbações da espermatogénese como complicação de uma doença urológica) aumenta a função copulativa e melhora a qualidade do esperma. A administração de um extracto de Rhaponticum normalizado a 5% de ecdisteronas a pacientes em fase de restabelecimento de um enfarte do miocárdio origina também uma melhoria da capacidade sexual e da qualidade do esperma16.
Encomendar o nutriente evocado neste artigo
Beta-Ecdysterone 265 mg

O anabolizante natural dos atletas russos

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