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18-06-2018

Os 10 frutos e legumes que fazem rebentar o contador de pesticidas

pesticidas Já sabe deste o nosso dossier sobre os pesticidas; o envenenamento de todo o planeta continua a evoluir a um ritmo constante. Para limitar ao máximo a ingestão destes produtos químicos e evitar o stress oxidativo induzido por eles, é aconselhável comprar alimentos provenientes de agricultura biológica.


Infelizmente, a razão que explica porque é que nem toda a gente se precipita sobre estes produtos muito melhores para a saúde continua a ser o preço; os alimentos biológicos custam em média 65% mais do que os seus homólogos convencionais (1). Uma diferença significativa que pesa muito na escolha dos consumidores…


pesticides Se não estiver pronto(a) a pagar mais caro por uma alimentação mais saudável ou se não tiver actualmente os meios para o fazer, resta-lhe outra solução: optar pela versão biológica dos frutos e legumes que estão mais contaminados por pesticidas e apostar em antioxidantes para limitar os danos.


Graças ao Environmental Working Group (EWG), que publica anualmente um relatório sobre o teor de resíduos de pesticidas dos frutos e legumes e à associação Générations Futures, que analisou os dados de centenas de alimentos provenientes dos supermercados franceses, estabelecemos uma classificação dos 10 frutos e legumes mais contaminados em pesticidas.

1) As uvas

Em 2008, cinco associações ecologistas haviam revelado a presença de pesticidas em 99% das 124 amostras de uvas testadas. Em média, cada amostra continha perto de sete pesticidas diferentes e 20% de entre elas estavam mesmo contaminadas com mais de dez substâncias, algumas delas proibidas.

Dez anos mais tarde, a constatação continua a ser a mesma dado que as uvas figuram no topo da classificação dos frutos mais contaminados, elaborada pela Générations Futures. Este primeiro lugar explica-se pela fragilidade da vinha e pela falta de cuidado que lhe dedicam os viticultores.


Porque é preciso continuar a consumi-las na versão biológica:

As uvas são excepcionalmente ricas em antioxidantes: antocianinas, quercetina, miricetina, catequinas, resveratrol, canferol… Estes compostos permitem reforçar o sistema antioxidante do organismo, que combate o stress oxidativo, propiciador de inúmeras doenças.

2) Os citrinos (clementinas, tangerinas, laranjas e limões)

O lugar dos citrinos nesta classificação não é surpresa: muito frágeis, são submetidos a vários tratamentos com insecticidas nos pomares e são até imersos num fungicida após a colheita para evitar os bolores. Os cultivadores utilizam frequentemente o imazalil (classificado como cancerígeno provável) e o tiabendazol (considerado como um disruptor endócrino provável).


Porque é preciso continuar a consumi-los na versão biológica:

Os citrinos, nomeadamente a clementina e a tangerina, contêm inúmeros tipos de flavonóides, sendo os principais a nobiletina e a hesperetina, mas também limonóides que possuem uma potente actividade antioxidante, carotenóides (a beta-criptoxantina), vitamina C e fibras solúveis.

3) As cerejas

As cerejeiras são frequentemente atacadas pela mosca asiática cujas larvas conseguem destruir toda a colheita. Para a combater, os produtores recorrem há muito tempo ao dimetoato, mas vários países como a França, a Espanha e a Itália decidiram proibir a sua utilização desde 2016 devido aos “riscos inaceitáveis” que apresenta para a saúde. Infelizmente, existem inúmeros pesticidas alternativos que são preferidos aos dispositivos naturais julgados como sendo menos rentáveis…


Porque é preciso continuar a consumi-las na versão biológica:

As cerejas, em particular as vermelhas, contêm uma quantidade elevada de antocianinas (2) e de melatonina (3), um antioxidante ímpar e regulador do sono.

4) As maçãs

Os pomares de macieiras recebem em média 10 a 20 aplicações de pesticidas todos os anos, o que é bastante elevado comparativamente a outras culturas. Os produtos mais utilizados são os fungicidas, empregues por exemplo contra o fungo responsável pelo pedrado e os insecticidas destinados a combater a mosca da maçã, o gorgulho da ameixa ou ainda o ácaro vermelho. São também frequentemente utilizados herbicidas, reguladores de crescimento e rodenticidas (contra os roedores).


Porque é preciso continuar a consumi-las na versão biológica:

A maçã contém uma grande variedade de antioxidantes (quercetina, polifenóis, flavonóides) reconhecidos por prevenir a oxidação das células e diminuir o risco de surgimento de cancros.

5) As nectarinas e pêssegos

Os pessegueiros são frequentemente vítimas de ataques de vários exterminadores e fungos, sendo a utilização intensa de pesticidas nestas culturas a norma (4).


Porque é preciso continuar a consumi-los na versão biológica:

Os pêssegos e nectarinas contêm compostos fenólicos, vitamina C e carotenóides abundantes. Desde que se consuma também a casca, que contém duas vezes mais compostos fenólicos do que a polpa (5)!

6) O aipo branco

Com 84,6%, o aipo branco é o mais contaminado dos legumes. A utilização de pesticidas (antes e após a colheita) é motivada por dois agentes agressores: a septoriose (uma doença fúngica) e a mosca que abre galerias nos folíolos.


Porque é preciso continuar a consumi-lo na versão biológica:

O aipo contém compostos bioactivos com efeitos anti-inflamatórios e antibacterianos (6) (os poliacetilenos), mas também vitamina K e vitamina B6.

7) As endívias

A presença da endívia nesta classificação é uma surpresa dado que se trata de uma planta bastante rústica no campo. Parece que os agricultores privilegiam os pesticidas para combater os seus principais “inimigos” que são os pulgões, as lesmas e os fungos (Sclerotinia em particular).

Porque é preciso continuar a consumi-las na versão biológica:


Rica em fibras e pouco calórica, a endívia é uma excelente fonte de minerais e de oligoelementos.

8) A alface

A alface apresenta um número de bioagressores tão elevado (fungos, pulgões, caracóis, vírus) que os produtores optam por a bombardear com pesticidas de forma puramente preventiva.


Porque é preciso continuar a consumi-la na versão biológica:

A alface é a campeã das fibras solúveis, bem conhecidas pelos seus efeitos benéficos nos lípidos sanguíneos.

9) As ervas frescas

A cultura das ervas frescas exige muita atenção: se houver um problema, é impossível intervir e a cultura tem de ser destruída na totalidade. É por esta razão que os produtores têm tendência a ter mão pesada com elas…


Porque é preciso continuar a consumi-las na versão biológica:

A junção regular de ervas frescas aos alimentos contribui para o aporte de antioxidantes da alimentação.

10) As batatas

Tal como a alface, a batata está sujeita a ataques de inúmeros bioagressores como o besouro-da-batata (um coleóptero), pulgões, lesmas ou ainda vermes… Embora existam meios de luta disponíveis na agricultura biológica, os produtores privilegiam os pesticidas para maximizar os lucros.


Porque é preciso continuar a consumi-las na versão biológica:

Sendo uma fonte interessante de fibras, a batata encerra vários antioxidantes e fornece vários minerais como o cobre, o ferro, o manganésio e o potássio.


Se continuar a consumir outros alimentos expostos a pesticidas, pode recorrer a suplementos de antioxidantes (8), sobretudo se estiver sujeito(a) a outros factores indutores de stress oxidativo (nível elevado de stress, poluição, consumo regular de álcool, de produtos ultra transformados ou de tabaco, excesso de peso, etc.).

O stress oxidativo é reconhecido como sendo o principal contribuidor para os cancros, os problemas de infertilidade e os problemas da gravidez. Poderia também estar implicado nas patologias neurodegenerativas.

Eis os suplementos antioxidantes que proporcionaram satisfação durante estudos realizados especificamente sobre o stress oxidativo ligado aos poluentes ambientais:


  • A melanina do chá (9) (por via oral durante 14 dias).
  • A curcumina e a quercetina (10) (por via oral durante 60 dias).
  • A vitamina A, vitamina E e vitamina C (11-12) (por via oral durante 30 dias).
  • O resveratrol (13) (por via subcutânea durante 5 dias).
  • Os flavonóides (14) (estudo in vitro durante 6 horas).

Referências

  1. Loiseau F, Chairopoulos P. Le bio pas si cher qu’il en a l’air, 60 Millions de consommateurs (janvier 2013), n° 479
  2. Wang H, Nair MG, et al. Antioxidant polyphenols from tart cherries (Prunuscerasus). J Agric Food Chem. 1999;47:840-844.
  3. Burkhardt S, Tan DX, et al. Detection and quantification of the antioxidant melatonin in Montmorency and Balaton tart cherries (Prunus cerasus). J Agric Food Chem. 2001;49:4898-4902
  4. Bazzi et al. Analyse des Residus de Pesticides sur Pêches et Nectarines de la Region de Souss (Analysis of Pesticide Residues in Peaches and Nectarines in Region de Souss), J. Mater. Environ. Sci. 4(1) (2013) 159-164
  5. Cantin CM, Moreno MA, Gogorcena Y. Evaluation of the antioxidant capacity, phenolic compounds, and vitamin C content of different peach and nectarine [ Prunus persica (L.) Batsch] breeding progenies. J Agric Food Chem 2009;57:4586-92.
  6. Christensen LP, Brandt K. Bioactive polyacetylenes in food plants of the Apiaceae family: Occurrence, bioactivity and analysis. J Pharm Biomed Anal 2006 March 4.
  7. Poljšak B., Fink R. The Protective Role of Antioxidants in the Defence against ROS/RNS-Mediated Environmental Pollution, Oxid Med Cell Longev. 2014; 2014: 671539
  8. Hung Y, Huang GS, Sava VM, Blagodarsky VA, Hong M. Protective effects of tea melanin against 2,3,7,8-tetrachlorodibenzo-p-dioxin-induced toxicity: antioxidant activity and aryl hydrocarbon receptor suppressive effect. Biological and Pharmaceutical Bulletin. 2006;29(11):2284–2291.
  9. Ciftci O, Ozdemir I, Tanyildizi S, Yildiz S, Oguzturk H. Antioxidative effects of curcumin, β-myrcene and 1,8-cineole against 2,3,7,8-tetrachlorodibenzo-p-dioxin-induced oxidative stress in rats liver. Toxicology and Industrial Health. 2011;27(5):447–453
  10. Murugesan P, Muthusamy T, Balasubramanian K, Arunakaran J. Studies on the protective role of vitamin C and E against polychlorinated biphenyl (Aroclor 1254)—induced oxidative damage in Leydig cells. Free Radical Research. 2005;39(11):1259–1272.
  11. Sridevi N, Venkataraman P, Senthilkumar K, Krishnamoorthy G, Arunakaran J. Oxidative stress modulates membrane bound ATPases in brain regions of PCB (Aroclor 1254) exposed rats: protective role of α-tocopherol. Biomedicine and Pharmacotherapy. 2007;61(7):435–440.
  12. Ishida T, Takeda T, Koga T, et al. Attenuation of 2,3,7,8-tetrachlorodibenzo-p-dioxin toxicity by resveratrol: a comparative study with different routes of administration. Biological and Pharmaceutical Bulletin. 2009;32(5):876–881.
  13. Ramadass P, Meerarani P, Toborek M, Robertson LW, Hennig B. Dietary flavonoids modulate PCB-induced oxidative stress, CYP1A1 induction, and AhR-DNA binding activity in vascular endothelial cells. Toxicological Sciences. 2003;76(1):212–219.
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