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13-06-2018

5 produtos naturais aprovados para limpar o seu fígado

fígado Qual é o órgão mais mal tratado pelo modo de vida moderno? Qual é o que sofre mais com os poluentes, os pesticidas, os aditivos, as toxinas e os açúcares com que somos confrontados todos os dias?


Já adivinhou: é o fígado. Como é directamente responsável pela degradação das substâncias tóxicas para o organismo, é ele que está na linha da frente.


E actualmente a sua incrível capacidade de se regenerar não é suficiente para o manter saudável. Mais de 30% dos ocidentais sofrem de patologias do fígado e tudo indica que a epidemia ainda está no seu início (1). O problema é que, sem um fígado saudável, o organismo não consegue funcionar correctamente.


É uma coisa que os consumidores já notaram pois são cada vez mais os que querem “limpá-lo” regularmente. E, infelizmente, isso também não escapou aos vendedores de sonhos: existe um número incalculável de produtos naturais no mercado da desintoxicação, a maioria dos quais sem a mínima explicação científica dos efeitos que alegam ter, quer por não os terem, que porque se imagina que o consumidor é incapaz de os compreender.


Contudo, os mecanismos científicos que entram em jogo aquando de uma limpeza do fígado são bastante acessíveis e vamos provar-lhe isso mesmo.

Os alimentos de que o seu fígado não gosta

Tem com certeza esta imagem do fígado que batalha ao longo do dia contra milhares de toxinas diferentes. É uma imagem bastante exacta, mas que oculta o papel devastador de uma molécula muito específica, que durante muito tempo manteve uma boa imagem junto do grande público: a frutose.


A frutose é um glúcido presente naturalmente nos frutos: distingue-se da glicose, que encontramos em todos os tipos de plantas. Até muito recentemente, o nosso consumo de frutose era relativamente baixo, mas a descoberta do açúcar moderno (uma associação de glicose e frutose) e a conversão industrial da glicose em frutose (abundantemente utilizada pela indústria agroalimentar) inundaram os nossos organismos com esta molécula muito edulcorante.


fructose Ora, sabe-se agora que a frutose apenas é utilizada pelo fígado e que a sua absorção não está sujeita a qualquer controlo (2). É o oposto do que acontece com a glicose, utilizada por todas as células e cujos excessos são amortecidos pela insulina.


Esta absorção ilimitada acarreta consequências trágicas para o fígado. Na verdade, o fígado atinge rapidamente o limite para este tipo de glúcido, que está longe de ser indispensável ao organismo, e tem de decidir armazená-lo na forma de células adiposas (lipogénese). Ao fazê-lo segrega em simultâneo VLDL, moléculas de grandes dimensões que transportam as gorduras e que se transformam no sangue em “colesterol mau” (3).
Com o passar do tempo, o fígado enche-se de gorduras, ao ponto de provocar uma inflamação crónica e perturbar o seu funcionamento.

O ciclo infernal causado pela inflamação do fígado

foie

No fígado, a reacção inflamatória constitui uma espécie de alerta. Indica ao organismo qual alguma coisa foi danificada e que é preciso reagir o mais rápido possível, no caso substituir os elementos degradados por novos compostos novos; é a capacidade de regeneração bem conhecida do fígado.


Mas se os elementos perturbadores persistirem, por exemplo, em caso de alcoolismo ou de excesso de frutose a longo prazo, a inflamação torna-se crónica; o organismo não deixa de sintetizar novos compostos para substituir as células danificadas. Trata-se de um verdadeiro problema pois o fabrico é mais rápido do que a degradação; o que significa que compostos celulares acabam inevitavelmente por se acumular entre as células, reduzindo as trocas e isolando pouco a pouco as células umas das outras. Este fenómeno denomina-se fibrose hepática. É um fenómeno irreversível particularmente destrutivo. Reduz a capacidade do fígado para se livrar das toxinas e expõe as células do fígado a substâncias oxidantes que agravam o fenómeno.


Para restabelecer a plena integridade do fígado e erradicar o fenómeno é portanto possível agir em várias etapas que passamos a descrever:


  • a lipogénese (formação de novas células adiposas pelo fígado);
  • a inflamação do fígado;
  • a fibrose hepática;
  • os resíduos oxidativos das células do fígado;
  • a reparação dos resíduos (regeneração do fígado).

Estas etapas constituem justamente os mecanismos de acção dos 5 produtos naturais que seleccionámos.

1) A silimarina

silymarina É provavelmente o melhor produto natural para “limpar” o fígado. O extracto de cardo mariano ou silimarina (Silybum marianum) goza de uma excelente reputação e a sua utilização a longo prazo é considerada como sendo totalmente segura (4).

São atribuídos 3 mecanismos de acção principais (5):


  • Protege as células do fígado estabilizando as respectivas membranas celulares e contribuindo para as permeabilizar.
  • Impede que o fígado forme novas células adiposas (6) reduzindo nomeadamente a expressão de vários genes (SREBP-1c, LXRβ e FAS), muito estimulados pela alimentação rica em frutose e inegavelmente envolvidos na acumulação das gorduras no fígado (7).
  • Contribui para o sistema antioxidante do organismo.

Todos estes efeitos resultam de uma cascata complexa de sinais intracelulares. Se pretende desfrutar dela, verifique bem se os suplementos de silibina contêm no mínimo 30% de silibina, como é o caso de Silyplus; trata-se do princípio activo mais importante.

2) A curcumina

Não é especialmente conhecida por melhorar os problemas do fígado, no entanto os factos aí estão (8-9). O seu mecanismo principal repousa na inibição da inflamação do fígado e na sua contribuição para o sistema antioxidante (10-11).

Baixa os níveis de várias moléculas que propagam a inflamação (fala-se de citocinas pró-inflamatórias) como o factor TNF-α e a interleucina-1, mas também das quimiocinas ou das proteínas da fase aguda produzida pelo fígado, como a CRP (C-Reactive Protein).

Paralelamente, diminui o estado oxidante total, ou seja, o nível de agressividade e o número de toxinas, potenciando a actividade da glutationa peroxidase, um antioxidante produzido naturalmente pelo organismo.


Também neste caso, para tirar o melhor partido possível, privilegie os suplementos de curcuma que têm um elevado teor em curcuminóides.

3) Os polifenóis de pilriteiro ou de maçã

À semelhança da curcumina, os polifenóis de maçã ou de pilriteiro (nomeadamente o ácido clorogénico, as epicatequinas, as rutinas e os hiperósidos) modulam a inflamação do fígado e o stress oxidativo inibindo determinadas citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-1 e IL-6) e potenciando a actividade dos antioxidantes produzidos pelo organismo. Parecem mesmo desempenhar um papel adicional na reparação dos danos infligidos às mitocôndrias das células do fígado.

4) A raiz de Salacia oblonga

Muito pouco conhecida actualmente, a raiz de Salacia oblonga foi durante muito tempo utilizada como planta medicinal para prevenir e tratar os problemas de diabetes. Trabalhos científicos realizados mostraram entretanto que os antigos tinham razão; extractos desta planta conseguiram melhorar várias doenças do fígado, nomeadamente o fenómeno de fibrose hepática descrito anteriormente (12-13).


E como é que ela actua? Um estudo recente mostrou que a planta impedia a maturação de um gene (SREBP1c) decisivo no processo da lipogénese do fígado (formação de triglicéridos e de células adiposas) (14). Ao fazê-lo, contribui para tornar o fígado menos gordo e mais funcional.

5) O resveratrol

Produzido pelas plantas para se protegerem dos danos oxidativos, o resveratrol parece desempenhar um papel muito mais abrangente quando é introduzido em organismos animais.


Vários estudos mostraram já o seu papel benéfico relativamente ao metabolismo lipídico, aos marcadores da inflamação hepática e à integridade das células do fígado. Tal como a raiz de Salacia oblonga, influencia a actividade do gene SREBP1c envolvido na síntese dos triglicéridos. Trata-se, por conseguinte, de uma pista terapêutica muito completa.

É igualmente conhecido por activar as sirtuinas – proteínas envolvidas no aumento da esperança de vida de inúmeros organismos…



E, se não souber qual destes produtos naturais escolher, pode também optar por fórmulas como Liver Support Formula, que contém silimarina e outros produtos que não citámos, como o extracto de folhas de alcachofra, o Ginkgo biloba ou ainda a chlorella…


O estudo principal do artigo

Fei Xiong e Yong-Song Guan, Cautiously using natural medicine to treat liver problems, World J Gastroenterol. 2017 Maio 21; 23(19): 3388–3395.


Referências

1. Federico A., Dallio M., Masarone M., Persico M., Loguercio C. (2016). The epidemiology of non-alcoholic fatty liver disease and its connection with cardiovascular disease: role of endothelial dysfunction. Eur. Rev. Med. Pharmacol. Sci. 20, 4731–4741.

2. Pariente A. Increased fructose consumption is association with fibrosis severity in patients with nonalcoholic fatty liver disease HEPATO-GASTRO et Oncologie digestive 243 vol. 17 no 3, mai-juin 2010

3. Mayes, P.A. Intermediary metabolism of fructose. Am. J. Clin. Nutr. 1993, 58, 754S–765S.

4. Csupor D, Csorba A, Hohmann J. Recent advances in the analysis of flavonolignans of Silybum marianum. J Pharm Biomed Anal. 2016;130:301–317.

5. Prakash, P.; Singh, V.; Jain, M.; Rana, M.; Khanna, V.; Barthwal, M.K.; Dikshit, M. Silymarin ameliorates fructose induced insulin resistance syndrome by reducing de novo hepatic lipogenesis in the rat. Eur. J. Pharmacol. 2014, 727, 15–28.

6. Bahmani M, Shirzad H, Rafieian S, Rafieian-Kopaei M. Silybum marianum: Beyond Hepatoprotection. J Evid Based Complementary Altern Med. 2015;20:292–301.

7. Prakash, P.; Singh, V.; Jain, M.; Rana, M.; Khanna, V.; Barthwal, M.K.; Dikshit, M. Silymarin ameliorates fructose induced insulin resistance syndrome by reducing de novo hepatic lipogenesis in the rat. Eur. J. Pharmacol. 2014, 727, 15–28.

8. Maithilikarpagaselvi, N.; Sridhar, M.G.; Swaminathan, R.P.; Sripradha, R.; Badhe, B. Curcumin inhibits hyperlipidemia and hepatic fat accumulation in high-fructose-fed male Wistar rats. Pharm. Biol. 2016, 54, 2857–2863.

9. Maithilikarpagaselvi, N.; Sridhar, M.G.; Swaminathan, R.P.; Zachariah, B. Curcumin prevents inflammatory response, oxidative stress and insulin resistance in high fructose fed male wistar rats: Potential role of serine kinases. Chem. Biol. Interact. 2016, 244, 187–194.

10. Maithilikarpagaselvi, N.; Sridhar, M.G.; Swaminathan, R.P.; Sripradha, R.; Badhe, B. Curcumin inhibits hyperlipidemia and hepatic fat accumulation in high-fructose-fed male Wistar rats. Pharm. Biol. 2016, 54, 2857–2863.

11. Maithilikarpagaselvi, N.; Sridhar, M.G.; Swaminathan, R.P.; Zachariah, B. Curcumin prevents inflammatory response, oxidative stress and insulin resistance in high fructose fed male wistar rats: Potential role of serine kinases. Chem. Biol. Interact. 2016, 244, 187–194.

12. Wang, J., Rong, X., Li, W., Yamahara, J., Li, Y., 2012. Salacia oblonga ameliorates hypertriglyceridemia and excessive ectopic fat accumulation in laying hens. J. Ethnopharmacol. 142, 221–227.

13. He, L., Qi, Y., Jiang, J., Yang, Q., Yamahara, J., Murray, M., Li, Y., 2011. The Ayurvedic medicine Salacia oblonga attenuates diabetic renal fibrosis in rats: suppression of angiotensin II/AT1 signaling. Evidence Based Complement. Altern. 2011, 807451.

14. Postic, C., Girard, J., 2008. Contribution of de novo fatty acid synthesis to hepatic steatosis and insulin resistance: lessons from genetically engineered mice. J. Clin. Invest. 118, 829–838.

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