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10-07-2018

"O Kudzu resulta melhor do que um penso de nicotina"

Kudzu O kudzu é uma planta curiosa originária do Extremo Oriente. É utilizada há milhares de anos na medicina chinesa para curar as dependências, a enxaqueca, a diarreia, os vómitos, a hipertensão, os acufenos, etc. Actualmente, o kudzu é utilizado principalmente para ajudar a deixar todas as “drogas” do quotidiano: álcool, tabaco, açúcar, etc.

O kudzu pertence à família das fabaceae, tal como o feijão, a ervilha, a lentilha, o amendoim, a soja, o alcaçuz e as “glicinas” [1]. Aliás, as flores púrpura do kudzu caem em cachos como as flores da glicínia.

Kudzilla: “A trepadeira que devorou o sul”

Encontramos originariamente o kudzu na China, Japão, Coreia, Taiwan, Filipinas, Vietname, Malásia, Indonésia e Nova Caledónia [1].
A partir do século XIX o kudzu foi introduzido nos Estados Unidos – um erro grave!
Em 1876, aquando do centenário da criação dos Estados Unidos, o pavilhão do Japão em Filadelfia consistia num magnífico jardim exótico. Os americanos ficaram conquistados pelo kudzu de perfume doce e folhas largas e carnudas [2].
Imediatamente, os jardineiros americanos começaram a utilizá-lo como planta ornamental.
Em 1920 um casal de viveiristas da Florida começou a comercializar o kudzu como planta forraginosa – as cabras deleitam-se com ele.
Mais tarde, durante a Grande Depressão dos anos 30, o Departamento Federal de Preservação dos Solos ordenou a plantação em massa de kudzu para impedir a erosão dos solos. No âmbito do programa de relançamento económico, ofereciam-se salários aliciantes aos jovens desempregados que iriam plantar kudzu em todo o sul dos Estados Unidos, em particular na Geórgia.
Em 10 anos, a sorte do “Sul” estava traçada.
O kudzu é uma planta trepadeira incrivelmente vivaz. Pode crescer até 300 m por ano. A este ritmo, é possível ver o kudzu crescer – como um soufflé no forno.
Revelou-se como a pior das ervas infestantes. Foi impossível parar a sua progressão. O clima naquela zona é ideal para o kudzu, a tal ponto que pode crescer ao ritmo de 1,50 m por dia!
Outro erro fatal: os insectos predadores do kudzu não foram importados da Ásia. Não existia qualquer espécie capaz de travar o desenvolvimento do kudzu nos Estados Unidos.
Resultado: os campos desapareciam, as florestas eram asfixiadas, os postes de electricidade revestidos, as estradas cobertas e as casas invadidas. Um verdadeiro flagelo.
Recomendava-se fechar as janelas durante a noite. Caso contrário, poderia constatar ao acordar que o kudzu tinha invadido a sua casa.
Quando ocupa o terreno, o kudzu asfixia todas as plantas e as árvores privando-as de luz solar. Mesmo o mais potente dos herbicidas não consegue pará-lo.
O kudzu criou, no sul dos Estados Unidos, um paisagem apocalíptico digno de um filme de Steven Spielberg, onde a selva invadiu a cidade. Por isso o alcunharam de “trepadeira Godzilla”.
Apesar de tudo, o kudzu é uma bênção.

Um potente “dissipador de embriaguez”

Em chinês, kudzu traduz-se por “dissipador de embriaguez”. O Dr. David Lee havia já observado que os Chineses do norte bebiam tisana de kudzu para ficarem sóbrios e curar a ressaca.

Em 1991, o Dr. David Lee conduziu um estudo na China, na Universidade de Shin-Yanget. Testou os efeitos de uma tisana de kudzu em ratos de laboratório que haviam sido forçados a absorver álcool. A coordenação motora dos ratos melhorou. Pareciam também menos inebriados [3].

Outras experiências indicaram que os animais não pareciam desenvolver habituação ao kudzu [3].
No ano seguinte, o Dr. David Lee sugeriu aos investigadores do Bowles Center for Alcohol Studies, na Carolina do Norte, um estudo adicional: observar se o kudzu ajuda no processo de desabituação de ratos com uma tendência genética para gostar de álcool. Os investigadores aperceberam-se de que administrar kudzu aos ratos “alcoólicos” acalmava a tendência destes para beber [4].
Em 2011, no seguimento destes resultados encorajadores, investigadores da Universidade de Harvard testaram a eficácia do kudzu comparativamente a um placebo num grupo de homens e mulheres que bebiam regularmente 3 ou 4 canecas de meio litro de cerveja por dia [5]. Descobriram dois fenómenos interessantes:
    1. Os participantes que haviam tomado kudzu tinham nitidamente menos vontade de beber álcool do que os que tomavam o placebo;
    2. Os participantes tratados com kudzu sentiam mais rapidamente os efeitos do álcool. Por conseguinte, não tinham necessidade de beber tanto para atingir um nível de contentamento equivalente.
Infelizmente não existem muitos mais estudos sobre a eficácia do kudzu para a desabituação.

O que não impede que inúmeros consumidores de kudzu tenham obtido resultados muito convincentes. A tal ponto que o kudzu é actualmente reputado para tratar todos os tipos de dependências: álcool, tabaco, drogas, medicamentos, café, chocolate, trabalho, desporto [6]. O kudzu pode actuar em todos os casos de stress agudo ligado às dependências e ajudar à desabituação.

Encontramos inúmeros testemunhos na Internet, como o de Laurence, ex-fumadora [7]:
“Para mim, o kudzu funciona melhor do que o penso de nicotina. Desde que comecei a tomá-lo só fumei mais dois cigarros; não tive vontade de recomeçar. O sabor do cigarro mudou.”

Apesar da ausência de vastos ensaios clínicos, os investigadores conseguiram compreender a razão pela qual o kudzu é eficaz.

As substâncias activas do kudzu

As raízes do kudzu são ricas em isoflavonas da família dos flavonóides; possuem daidzeína, reconhecida como agente anti-inflamatório e antimicrobiano. A daidzeína actua contra o cancro. A genisteína que é um agente anti leucemia [8]. Mas sobretudo, o kudzu constitui a única fonte de puerarina – aliás o nome latino do kudzu é pueraria [1].
Todas estas isoflavonas são antioxidantes e permitem reduzir os danos associados ao álcool.
Os estudos realizados mostraram que estas isoflavonas estimulam os “opióides” naturais do cérebro [9]. Actuam nos neurotransmissores, como a serotonina, o GABA e o glutamato [1].
Os factores comuns de dependência (álcool, tabaco, drogas, açúcar…) proporcionam-lhe calma e bem-estar. Tal passa por um aumento da produção de dopamina no seu cérebro.
As isoflavonas do kudzu permitem aliviar a dependência. Intervêm no sistema da recompensa. Estimulam a produção de dopamina em substituição da sua “droga” preferida. Você fica então mais relaxado, e a sua atenção desvia-se do objecto da sua dependência. Deixa de sentir a necessidade de beber outro copo, fumar outro cigarro ou comer o enésimo quadrado de chocolate.
O kudzu vem compensar o prazer que a sua “droga” habitual lhe proporciona e permite aliviar a sua dependência. Com a vantagem de o kudzu em si não causar dependência. Vários ensaios clínicos comprovaram mesmo a sua inocuidade [10]. As isoflavonas são contudo desaconselhadas em caso de cancro da mama.
Graças ao kudzu, pode substituir progressivamente a sua “droga” e habituar lentamente o seu cérebro a receber impulsos menos fortes de dopamina.
O kudzu contém também saponósidos, que previnem as lesões celulares e protegem o seu fígado [9].
Para além de ser usado em curas de dependências, o kudzu tem a reputação de ser eficaz contra o stress em geral. Tem um efeito calmante, facilitando o sono.
É igualmente utilizado pontualmente para facilitar a digestão e o trânsito intestinal [10].

Que parte do kudzu consumir

As isoflavonas que ajudam à desabituação das dependências encontram-se na raiz do kudzu. Depois de triturada, a raiz de kudzu pode ser colocada em cápsulas para facilitar a sua absorção.
Esta circular foi elaborada com base na adaptação de um artigo inicialmente publicado em santenatureinnovation.com, com o acordo destes.



Fontes:
[1] http://fr.wikipedia.org/wiki/Pueraria_montana
[2] http://maxshores.com/the-amazing-story-of-kudzu/
[3] Spivey, Angela. Sobering effects from the lowly kudzu. Endeavor Magazine (April, 1996) University of North Carolina at Chapel Hill.
[4] http://www2.potsdam.edu/alcohol/HealthIssues/1127332920.html#.U7UQ3bHHDe_
[5] D. Penetar et al., http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3074930/, Alcohol Clin Exp Res. Apr 2011; 35(4): 726–734,
[6] http://www.naturamundi.com/skin/frontend/natura/default/images/content/dependance.pdf
[7] http://rue89.nouvelobs.com/on-vous-enfume/2010/09/22/alcool-stress-et-tabac-le-kudzu-est-il-vraiment-un-remede-a-tout-166071
[8] http://arreter-de-fumer.umanlife.com/umanlife-le-kuzu-pour-arrter-le-tabac
[9] http://www.complements-alimentaires.co/kudzu/
[10] http://www.passeportsante.net/fr/Solutions/PlantesSupplements/Fiche.aspx?doc=kuzu
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