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10-07-2017

A disbiose – um factor de risco de doença auto-imune?

microbiota Fala-se de disbiose quando existe um desequilíbrio do microbiota intestinal. Também conhecido pelo nome de flora intestinal, este microbiota está envolvido no bom funcionamento do organismo. Já evocámos o papel do microbiota num artigo anterior de Nutranews sobre o equilíbrio do microbiota intestinal nos desportistas. Este equilíbrio contribui, por exemplo, para o conforto digestivo e a defesa do organismo. Infelizmente, este equilíbrio é diariamente perturbado por inúmeros agentes patogénicos. Uma chegada ou uma instalação maciça de germes patogénicos pode conduzir a um desequilíbrio. Esta disbiose pode estar na origem de complicações para a saúde. Um estudo recente indica que uma disbiose poderia, por exemplo, estar envolvida no desenvolvimento de doenças auto-imunes. Façamos o ponto de situação para compreender melhor os resultados deste estudo.

Uma disbiose em caso de doenças auto-imunes

Nos últimos anos, inúmeros estudos permitiram compreender melhor a importância do equilíbrio do microbiota intestinal. Estão a ser realizados trabalhos para avaliar o risco de um desequilíbrio que denominamos disbiose. Um estudo publicado em 2017 na revista BMJ Open Gastroenterology1 mostrou existir uma disbiose nos indivíduos que sofrem de uma doença auto-imune: a esclerodermia sistémica Esta afecção caracteriza-se por uma alteração das arteríolas, dos micro vasos e dos tecidos conjuntivos. Ao desenvolver-se, esta doença pode conduzir progressivamente a uma perda de funcionalidade dos órgãos e dos tecidos afectados. Embora esta doença seja rara, existe uma forte prevalência em determinados países do mundo, nomeadamente na América do Norte e na Austrália.

O impacto de uma disbiose nos pacientes com esclerodermia sistémica

Comparação de três grupos de pacientes
Durante o estudo que realizaram, os investigadores interessaram-se por três grupos de indivíduos:
    - Um primeiro grupo, considerado como o grupo de controlo, constituído de adultos que não apresentavam qualquer indício de doença auto-imune;
    - Um segundo grupo constituído por pacientes adultos com uma esclerodermia sistémica e originários de Los Angeles, nos EUA;
    - Um terceiro grupo constituído por pacientes adultos com uma esclerodermia sistémica e originários de Oslo, na Noruega.
    Os investigadores pretendiam avaliar o estado do microbiota intestinal dos diferentes indivíduos.

    A disbiose envolvida na doença auto-imune
    Ao analisar o microbiota fecal dos três grupos, os investigadores constataram diferenças significativas. Comparativamente aos membros do grupo de controlo, os pacientes com esclerodermia sistémica apresentavam:
      - um microbiota com níveis mais baixos de germes comensais não patogénicos, tais como bactérias dos géneros Bacteroides, Faecalibacterium, ou Clostridium.
      - um microbiota com níveis mais elevados de germes patogénicos.
    Esta constatação leva a pensar que uma disbiose poderia estar envolvida no desenvolvimento de doenças auto-imunes.

    Soluções para combater a disbiose

    Apesar da identificação de uma disbiose relevante nos pacientes com uma esclerodermia sistémica, os investigadores fizeram uma descoberta encorajadora. Os sintomas gastrointestinais eram menos graves nos pacientes cujo microbiota apresentava um índice mais importante de determinados germes comensais. Esta actividade benéfica lembra a dos probióticos – microrganismos benéficos para o organismo e conhecidos por manter e restabelecer o equilíbrio da flora intestinal.

    De acordo com este estudo, um desequilíbrio da flora intestinal estaria implicado em determinadas doenças auto-imunes. Os resultados obtidos pelos investigadores sugerem que esta disbiose poderia constituir um factor de risco para o desenvolvimento de determinadas doenças. Os resultados deste estudo vão ao encontro de inúmeros trabalhos realizados sobre os efeitos do microbiota intestinal nas defesas do organismo. Por conseguinte, parece crucial manter o equilíbrio da flora intestinal para reforçar o sistema imunitário. Para tal, é possível apostar nos probióticos, alguns dos quais conhecidos pela sua actividade imuno-estimulante. É o caso da estirpe Bacillus subtilis, disponível como suplemento nutricional.



    > Fonte:
    1. Elizabeth R Volkmann et al., Systemic sclerosis is associated with specific alterations in gastrointestinal microbiota in two independent cohorts, BMJ Open Gastro 2017.
Encomendar o nutriente evocado neste artigo
Bacillus subtilis 60 mg

Uma estirpe de bactéria probiótica com capacidade imuno-estimulante confirmada

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